Esse gênero reúne quatro espécies de pequeno porte e com o bico em forma de cinzel. Com esse bico, seus representantes escavam a madeira mole e talos verdes ou retiram presas dos interstícios da casca dos galhos ou do meio de massas compactas de musgo e liquens. Apesar de seus dotes, o bico não consegue perfurar madeira dura, como acontece no caso dos pica-paus. Esses pequenos pássaros florestais fazem malabarismos em todos os sentidos pelos galhos das árvores, ao sustentarem o peso do corpo unicamente com os pés, sem jamais apoiarem o seu peso na cauda, que é utilizada mais como contrapeso. Por sua plumagem e por seus hábitos de forrageamento, recordam os pica-paus-anões do gênero Picumnus, por vezes presentes nos mesmos bandos mistos nos quais se encontram com frequência. Nidificam em ocos de pica-pau e em cavidades naturais.
O bico-virado-da-copa mede 10 centímetros. Apresenta plumagem estriada, principalmente no dorso e pela ausência de branco na face.
Vive em matas de terra firme e várzea, acompanhando bandos mistos pelas copas e pelo subdossel.
Ocorre na Amazônia.
O bico-virado-miúdo mede cerca de 11 cm de comprimento. Trata-se da espécie do gênero com a plumagem mais uniforme, apenas um pouco estriada na garganta e no píleo.
É comum no sub-bosque de florestas úmidas de terra firme, bordas de florestas e capoeiras adjacentes. Vive desacompanhado de indivíduos da mesma espécie, porém participa com freqüência de bandos mistos de insetívoros, nos estratos inferior e médio da vegetação. Costuma se dependurar nos poleiros horizontais, apoiando, de forma curiosa, os dois pés na extremidade terminal do galho.
No Brasil está presente em duas regiões separadas: